13 casos engraçados de pareidolia

A pareidolia é um fenômeno psicológico no qual um estímulo visual é interpretado pelo cérebro como algo diferente do que realmente é, geralmente rostinhos 🙂

Em alguns casos, os resultados podem ser bem divertidos.

1. Este catioro que encontrou um gêmeo no piso

2. Eu não colocaria meus pés nesses sapatos, estão se olhando de um jeito estranho…

3. Sorria, você está sendo filmado (ou assaltado?)

4. Parece que essa azeitona está tendo um dia difícil

5. Esta caixa está chateadíssima porque foi posta na lixeira

6. A vida às vezes deixa tudo de ponta-cabeça…

7. Já outros não estão nem aí para a opinião alheia

8. Parece que esta mala não vai para um lugar muito legal…

9. Chamem o Vaticano, um doguinho apareceu na panqueca!

10. Estes óculos fingindo que o problema não é com eles

11. Um avestruz no portão?

12. A ressaca é uma consequência inevitável, quer você seja um humano ou uma caixa de papelão

13. Essa é uma hora muito triste, o post acabou 😦

Lustre Gabriel: design contemporâneo no coração de Versailles

Construído no século XVII pelo extravagante rei Luís XIV, o Palácio de Versailles é objeto de fascínio desde a sua construção.

Este tradicional palácio barroco tornou-se o lar de uma peça importante do design contemporâneo: o Lustre Gabriel, assinado pelos célebres irmãos Ronan et Erwan Bouroullec e fruto de três anos de trabalho.

Mesmo com mais de 500 quilos, o Lustre Gabriel transpassa leveza e delicadeza, suspenso como um colar em um dos vários ambientes do palácio. Esta mistura entre o contemporâneo e o barroco tornou o lustre motivo de admiração, tornando-se um ponto focal inegável diante da suntuosidade clássica que o cerca.

Feito em cristais da Swarovski, o lustre tem 12 metros, e seu nome é uma homenagem a Ange-Jacques Gabriel, arquiteto que trabalhou para Luis XV. O lustre ainda sustenta a responsabilidade de ser a primeira peça contemporânea a habitar Versailles permanentemente.

O incrível cemitério vertical de Hong Kong

Hong Kong é uma cidade de contrastes, que entre a mistura de edifícios modernos e arquitetura tradicional, revela situações interessantes.

O fotógrafo Finnbarr Fallon registrou um destes locais curiosos de Hong Kong, que é seu cemitério vertical escalonado construído nas encostas das montanhas e próximo aos grandes prédios da cidade.

A razão para a construção nas encostas das montanhas é a falta de espaço, já que Hong Kong tem uma grande densidade urbana. Contudo, também há um motivo tradicional por trás da construção: o Feng Shui.

A paisagem do cemitério, com seus andares, escadas e grandes dimensões, faz com que não passe despercebido, e figure entre um dos mais interessantes do mundo. Contudo, com a alta densidade do cemitério e de Hong Kong, o governo está incentivando a cremação, uma solução que ocupa menos espaço.

A série fotográfica de Fallon não deixa dúvidas de que os cemitérios podem modificar significativamente a paisagem urbana, e que a memória dos mortos ocupa bastante espaço.

As exuberantes joias de Jean Schlumberger

Conhecido especialmente por seu trabalho na renomada Tiffany & Co., na qual tinha acesso às melhores pedras, Jean Schlumberger desenvolveu joias exuberantes inspiradas na natureza.

Seu trabalho, marcado por uma curiosidade aguçada e grande inventividade, é considerado inigualável.

Suas criações ornaram grandes figuras do século XX, como Greta Garbo, a Princesa Marina da Grécia e Dinamarca, Wallis Simpson, Elizabeth Taylor e Audrey Hepburn.

Schlumberger nasceu na França, em 1907, em uma família de artesãos têxteis, o que contribuiu com seu desenvolvimento artístico.

Suas criações muitas vezes possuem estruturas intrincadas e fidelidade às formas de suas inspirações na natureza, revelando um altíssimo primor técnico e artístico.

Este aeroporto abandonado é digno de um filme pós-apocalíptico

O Aeroporto Internacional Ellinikon foi inaugurado em 1938, e foi o aeroporto internacional de Atenas por 60 anos, inclusive durante os Jogos Olímpicos de 2004.

Porém, com a abertura do Aeroporto Internacional de Atenas, o Ellinikon acabou sendo substituído. Sua decadência é digna de um filme pós-apocalíptico, atraindo exploradores de urbex do mundo todo, como a Urbex Session, que presenteia o mundo com estas belas e ao mesmo tempo solitárias imagens.

Para quem ama um filme pós-apocalíptico, no melhor estilo The Walking Dead, as imagens remetem ao universo dos filmes, podendo sem dúvida alguma servir como cenário.

Ao mesmo tempo, as imagens nos fazem refletir sobre a decadência dos lugares abandonados, com sua deterioração, solidão e mistério.

As incríveis ilustrações botânicas de Maria Sibylla Merian

Maria Sibylla Merian foi uma naturalista e ilustradora científica alemã, que trabalhou com ilustrações detalhadas e de altíssima qualidade de plantas e animais durante o período barroco.

Meriam nasceu em 1647, na Alemanha, e contra as convenções sociais, dedicou-se à ciência e a ilustração, estimulada pelo padrasto, Jakob Marell, que era famoso por suas pinturas de flores.

Seus cadernos, nos quais ilustrava os espécimes que observava, foram o fio condutor de seu primeiro livro, publicado quando tinha 28 anos, em 1675, sob o nome de “Neue Blumenbuch” (“Novo livro de flores”), no qual as flores são reproduzidas de forma bastante detalhada. Os dois últimos volumes do livro foram publicados em 1677.

12 vezes em que as decorações de Natal foram um pouco bizarras

1. Para você que está morto por dentro mas mesmo assim quer que o Papai Noel faça uma visita

2. O minimalismo está super me alta, não é mesmo?

3. Quando o seu dentista resolve inovar na decoração do consultório

4. Quando até o seu animalzinho de estimação entra no clima. Quanta fofura!

5. Quando a decoração tem fidelidade histórica

6. Quando você curte anatomia

7. Quando a decoração fica literalmente uma merda

8. Quando você ama o Natal e decora absolutamente tudo

9. Quem encontrar o erro ganha um prêmio

10. Nada mais chique que o menu combinando com a decoração

11. Quando nem um apocalipse zumbi consegue estragar o seu Natal

12. Quando você capricha naquele cartão de Natal super fofo

8 dicas essenciais para a sua Urban Jungle

A “urban jungle”, ou “floresta urbana” é um estilo de decoração que vem conquistando cada vez mais pessoas. Trazendo uma sensação de aconchego e memórias afetivas das plantinhas da vó, o estilo se mostra exuberante e intimista. Confira algumas dicas que preparamos para você começar ou ampliar a sua florestinha 🙂

1. Caaaaalma!

Não é necessário gastar uma fortuna em plantas e vasos, nem lotar a sua casa de plantas do dia para a noite só porque ficou legal no Pinterest. Encontre o seu próprio estilo dentro do estilo, e comece aos poucos. Nunca se esqueça de que sua casa deve ser confortável para você, e isso não significar parecer com uma foto de revista. Coloque uma plantinha aqui e outra ali e vá testando conforme seu gosto.

2. Respeite a vontade das plantas

Cada planta possui necessidades específicas, e não adianta querer contrariá-las, então pesquise se suas plantinhas gostam de sol ou de sombra, de muita ou pouca água, se crescem muito ou pouco e se esse crescimento pode ser um problema no futuro…

Ao plantar diferentes espécies no mesmo vaso, agrupe-as de acordo com suas necessidades. Time que precisa de muita água vai para um lado, time que prefere menos água vai para o outro. Não adianta querer colocar um cactus no mesmo vaso de uma samambaia, pois suas necessidades são opostas e cedo ou tarde uma delas morrerá.

3. Samambaias!

Urban Jungle é um estilo exuberante, e se é exuberância que você deseja na sua florestinha, mas não sabe por onde começar, aposte nas samambaias. Elas tem um ar tropical e suas ramas fazem dão a impressão da planta ser maior do que realmente é.

4. Paleta de cores

Se você está pensando em trocar algum tapete ou sofá, busque combiná-lo com sua floresta. Isso também vale para a pintura das paredes. Verde, coral e objetos em madeira combinam muito bem com o estilo da urban jungle.

Mas lembre-se, não troque seus móveis sem necessidade.

5. Hortinha

Ter uma pequena horta também pode ser uma atividade super gostosa. Mesmo que você viva em um espaço pequeno, pode cultivar alguns temperinhos para incrementar seus pratos.

6. Quadrinhos

Os quadrinhos com temáticas vegetais também podem ser uma ótima opção para a sua florestinha, brincando com as plantas reais e os diferentes estilos de ilustração ou fotografia.

7. Brinque com as alturas

Nas florestas, as plantas estão em diferentes alturas. Reproduzir esse conceito na sua urban jungle ajuda a criar um ambiente dinâmico, além de permitir a visualização de todas as suas plantinhas. Para isso, coloque as plantas maiores no fundo, e as menores na frente, como nas fotos de escola 🙂

8. Ecologia

Além de ter uma urban jungle, que tal dar um passo além e repensar seus hábitos de consumo? Considere um estilo de vida mais ecológico, e pesquise sobre a redução de plástico e resíduos, bem como a diminuição no desperdício de comida, energia e água.

Consumir para acabar com o vazio interior

Assim como em outros textos aqui da página, este não busca estabelecer um certo ou errado, nem pretende mostrar algo “que deva ser feito”. Este é apenas um relato pessoal, no qual se entende que cada ser tem uma vivência própria e diferentes formas de lidar com o mundo.

Pois bem, lá vamos nós. No último ano eu percebi que lidava com meu vazio comprando coisas. Não era um consumismo compulsivo, mas sim algo bem inocente, contido e ciente dos limites financeiros.

Nunca fui de comprar muito, mas a questão é que percebi que minhas compras estavam quase sempre associadas a um sentimento de vazio e melancolia, e isso me incomodou. Meu consumo quase sempre pôde ser definido como saudável, afinal sempre fui bastante atento aos limites financeiros e tive a sorte de conseguir me conter para nunca ultrapassá-los.

Mas me incomodou esta percepção de que eu consumia para tapar algum buraco da alma, e então eu quis ter outra perspectiva sobre a situação.

Os buracos da alma são impossíveis de serem tapados, faz parte da condição humana conviver com eles. Assim, eu não tinha a ilusão de querer erradicá-los, nem diminuí-los, queira apenas aprender sobre eles, e esse aprendizado também é eterno.

Utilizamos da várias coisas para preencher esse vazio interior: religião, trabalho, relacionamentos, álcool, Netflix, redes sociais, consumo e tantas outras coisas. E nada disso é errado, afinal viver e suportar a existência pode ser bastante doloroso.

Então, pensei como seria se no lugar de comprar eu simplesmente vivesse esse sofrimento do vazio. Não no sentido de “virar uma pessoa melhor” e todas essas coisas relacionadas que considero em parte como baboseiras. Mas simplesmente para entender um pouquinho o que passava no interior.

O resultado foi bem interessante. Cada vez que o vazio se intensificava, surgia a vontade de comprar algo que iria solucionar meus problemas, exatamente como pretende nos vender o discurso publicitário, e tomados de emoção, compramos. Mas e o que acontece a seguir? Não muda nada! (risos).

Eram coisas pequenas e bobas que eu queria comprar, um livro para me distrair, um CD, um casaco para substituir os meus velhos… Nada de extravagante ou absurdamente caro.

E eu não deixei de comprar nada! Apenas coloquei na cabeça que eu não serei transportado para um mundo mágico simplesmente por possuir um objeto. Essa ideia de posse é bastante interessante para ser pensada nessa situação de usar o consumo para preencher os vazios da alma, afinal a posse de qualquer coisa, de um alfinete a um diamante, dá uma sensação momentânea de poder, prestígio e prazer, que logo se dissipa quando nosso objeto torna-se tedioso, envelhece e aquele blá blá blá que vocês já sabem.

A grande questão é que talvez existam outras maneiras de lidar com o vazio, e que o consumo pode não ser a melhor delas.

Assim, com essa ideia na cabeça, tentei encarar o vazio mais de frente e sofrê-lo. Afinal, para parar de sofrer é necessário sofrer. Claro que tudo isso em um nível cotidiano, o mesmo não se aplica para os problemas grandes e de verdade que há por aí.

Assim, preferi comprar em dias em que não estivesse tão triste, priorizando a função e não o fim da minha tristeza. Foi bem interessante, e não, não sou uma pessoa melhor por conta disso, nem quero convencer ninguém de nada, estou apenas contando sem qualquer intenção de nada.

Mesmo assim, é interessante refletir sobre a questão psicológica do consumo, sobre o endividamento, e indo além, da desigualdade social que faz com que muitos sejam privados inclusive de participar do consumo. Aqui sim temos um problema de verdade.